segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Biblioteca Virtual

Amigos e amigas do IPD Taipal, inserimos uma nova página em nosso blog intitulada "Biblioteca Virtual", ver acima na barra de páginas.
O livro que "abre" a Biblioteca é o "Agrotóxicos no Brasil - um guia para a ação em defesa da vida" de Flávia Londres, publicado pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) em conjunto com a Rede Brasileira de Justiça Ambiental (RBJA). "Agrotóxicos no Brasil" foi lançado durante as atividades do "Encontro Nacional de Diálogos e Convergências", realizado em Salvador (Bahia) nos dias 26 a 29 de setembro de 2011.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Formação Política na Escola Nacional Florestan Fernandes



Guararema, 03 de dezembro de 2011

Nesta data, Ricardo, Eugênio e Mario, representando o coletivo do IPD TAIPAL, estiveram mais uma vez na Paidéia do povo, a Escola Nacional Florestan Fernandes. Escola construída pelos trabalhadores e para os trabalhadores estudarem e se formarem politicamente. Hoje o professor Dermeval Saviani (foto ao lado) da UNICAMP proferiu palestra sobre a "Educação e Movimentos Sociais: Para Além do Capital". A partir da perspectiva teórica da pedagogia histórico-crítica, distinguiu a Educação no movimento da Educação para o movimento. Sendo a primeira como ela vai se amoldando no movimento social popular segundo sua dinâmica.
Após a excelente exposição dialética de Dermeval fomos almoçar e conhecer o espaço construído por anos de trabalho voluntário, fruto da solidariedade entre os trabalhadores e militantes do mst e de outros movimentos. O Projeto da ENFF pode ser conhecido por este vídeo:

sábado, 3 de dezembro de 2011

Resultado do mutirão do dia 12/11/2011 (Milho crescendo)

No sábado, dia 12/11, plantamos milho no IPD TAIPAL, na área de cima da estrada. Até agora vários pés já estão brotando e logo teremos nosso próprio milho.

Nosso instituto ao longo deste ano buscou a consolidação de práticas permaculturais em consórcio com uma posição política alinhada a construção de uma sociedade com homens e mulheres de fato livres!!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Encontro Regional dos Estudantes de Biologia (EREB)



Dia 14 de novembro de 2011, o IPD Taipal recebeu 22 estudantes, participantes do EREB. A vivência foi das 9:30 até 16:30, quando os participantes retornaram para a UFSCAR.

Pela manhã fizemos um circulo de apresentações e um bate papo sustentável, depois fizemos uma breve caminhada para conhecer os eco sistemas do IPD Taipal. Uma pausa para saudação ao sol, lanche.

A tarde tínhamos a proposta de praticar bioconstrução, assim iniciamos a construção da cerca de bambu do IPD.






e-mail dos participantes da vivência

N o m e e - m a i l

Mariana Caramez m.caramez@yahoo.com.br

Danilo Alexandre Paniguel danilo_paniguel@hotmail.com

Juliana juliana.a.hernandez@hotmail.com

Fabiana fabianaguastini@hotmail.com

Mauro Pedromoniz Arrym mauroarrym@hotmail.com

Júlia jct.julia@gmail.com

Maira maira.figueira@hotmail.com

Karina Gonçalves pi_quena09@hotmail.com

Tagore tagorebio@gmail.com

Forevis cauecenguivadossantos@msu.com

Wesley wezhok@gmail.com

Dany danyabosque@hotmail.com

Bruna bruninharocha_c@hotmail.com

Fernanda Helena Palermo fer.helena@yahoo.com.br

Caio Araujo Trevisan kakoaratre@hotmail.com

Daninha danicargui@hotmail.com

Rayssa rayssamotta@gmail.com

Giselle Martins giselleamartins@gmail.com

Hélio Samuel de A. Albano samuel@itapoty.org.br



Site do evento
https://sites.google.com/site/erebsorocaba2011


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Primeira Semana de agroecologia e 1º Fórum da artitulação regional sorocabana de agroecologia - Universidade Federal de São Carlos - Campus Sorocaba.

Nos dias 16, 17 e 18 de novembro de 2011, realizou-se a Primeira Semana de agroecologia e primeiro Fórum da artitulação regional sorocabana de agroecologia - Universidade Federal de São Carlos - Campus Sorocaba. O IPD Taipal foi convidado a colaborar com a semana. Fornecemos os bambus e facilitamos o mini curso de Bio-construção no dia 17 das 14:00 h as 18:00 h.

A partir da necessidade do núcleo APETÊ-CAAPUÃ de Agroecologia da Ufscar, de se construir um banheiro seco, planejamos uma bio-construção usando bambu e barro, para abrigar o banheiro e um quarto para ferramentas.

Antes da prática falamos em sala sobre alguns aspectos e a importância sócio política da bio-construção e do banheiro seco, são técnicas emancipatórias e ajudam a manter a saúde da Mãe Terra. Não polui a água e adubar a terra, benefícios do banheiro seco.

Os detalhes do projeto foram definidos coletivamente, os participantes da oficina se dividiram em grupos de trabalho para cumprir com as primeiras etapas da bio-construção. Abaixo estão algumas fotos da atividade.











Agradecemos aos organizadores do evento em especial ao Prof. Fernando Silveira, Fernando Schneider, Pedro, Rodrigo(Biscoito),Mariana e Juliana.

site do evento

http://www.sorocaba.ufscar.br/ufscar/index.php?nt_id=4239

Esperamos poder trocar sempre com vocês, saudações Permaculturais!

sábado, 5 de novembro de 2011

Seqüência do Curso de Manejo e Aproveitamento Sustentável do Bambu

Por Ricardo Pereira da Silva

No final de julho deste ano houve o "curso de manejo e aproveitamento sustentável do bambu" na sede de nosso instituto. Nos dias de curso nosso instrutor, Guillermo Gayo do "Takuara Rendá - Centro de Referência de Permacultura" do Paraguai, nos tornou cônscios da premente necessidade de entendermos a relação orgânica estabelecida entre o bio-construtor e o "ser" vegetal, o bambu, isto é, que não se trata de uma relação coisificada, o bambu não é um mero material a ser usado em uma construção.

Nos dias 22, 23 e 24 do referido mês o lado prático, coerente com o andamento orgânico, pari passu resultou na montagem de uma estrutura de vigas recíprocas para cobertura feita de 42 vigas de Tuldoides de 1,30m de comprimento, resultando numa cobertura de 5,50 de diâmetro. Vários participantes aprenderam a dar o nó de Milcíades, que permite amarar com firmeza varas de bambu com fios de poliamida, substituindo com vantagem pregos e parafusos.

Não olvido que o projeto é a consecução da cozinha comunitária e que no final de julho demos andamento, durante o curso, visto ele teve início quando colhemos bambu no dia 27 de maio (quarto dia da minguante). Deste modo, ainda estamos no processo de construção e hoje finalizamos mais mais uma etapa, concluímos o piso constituído de bambu e adaptamos o teto (estrutura de vigas recíprocas) montado nos dias do curso sob a orientação de Guillermo Gayo.

Reiteramos, seguimos os princípios da permacultura e a construção da cozinha começou quando colhemos as varas de bambu mossô, tuldoides e phyllostachys aurea. Hoje encerramos apenas um ponto do processo. Todavia outros nos esperam e a cozinha comunitária sobejamente merece esta designação sobretudo porque sua construção só vem sendo possível justamente por ser realizada de maneira coletiva, por mutirões. Por isso nosso instituto está aberto àqueles que quiserem pensar e agir coletivamente, maximizando o uso de insumos de que dispomos, isto é, o menos dependente possível de materiais convencionais a partir de técnicas da bio-construção que têm como escopo menos impactar o meio ambiente. A seguir fotos da cozinha que temos hoje:


Ricardo, Mario, Oswaldo(da esquerda para a direita) e Eugênio (em pé).





segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Terra meu corpo

As relações que exigem boa nutrição e delicadeza

Elisabetta Recine*

Uma terra deserta, degradada, em agonia . Um corpo disfuncional, falido, mortificado. Imagens de maus-tratos.
Da terra. Do corpo. O mesmo ritmo e a mesma lógica perversa que levam a terra a exaurir-se e a perder o que ela
tem de mais essencial - sua fertilidade, a possibilidade da vida- também nos tornam doentes e nos antecipam a
morte. De um e de outro, exigimos produtividade, eficiência e impossibilitamos as lentas paciências de que todo
processo carece. Negamos -lhes a alimentação necessária , forçamos-lhes o alimento nocivo.
A industrialização reduziu a nossa cozinha a um armário de latas, nossa mesa foi substituída pela mecânica dos
self-service e os hábitos alimentares internacionalizaram-se por sugestão da propaganda comercial que padroniza
pratos que não são de nação alguma. O fato é que temos comido mal sob o signo da velocidade a fim de saciar outras
fomes. Assistimos à vitória do "progresso" contra a tradição valorizada da refeição.
O processo de urbanização e a entrada da mulher no mercado de trabalho geraram mudanças profundas na
normalidade da alimentação. Ficamos todos dominados por um cardápio insípido, decadente e pernicioso. Por causa
dos anúncios de refeição em latas, pastilhas, comprimidos, cápsula, nossas crianças pensam que a origem do leite é
a caixinha- delito nosso contra a natureza de todas as coisas. A vaca que produz o leite é um bom exemplo dessa
deformação: símbolo antiqüíssimo da terra nu triz, ela foi transformada pela cultura moderna no emblema da nossa
voracidade.
Do simbólico ao diabólico foi também a imagem da mulher como força nutridora. Nos tempos do culto a Deusa, a
Terra era a Grande Mãe e a mulher, sua representante. Hoje, ambas sofrem violência.

Progresso em vez de civilização

O brasileiro, em geral, come de uma maneira extremamente monótona. As poucas pesquisas de consumo alimentar de
que dispomos mostram que não mais do que 20 alimentos são responsáveis pela mairo parte do consumo das famílias.
Há, como disse Câmara Cascuda em História da Alimentação no Brasil, "uma tentação arrestante para fixar
importância no que preferimos". E, entre nós, para tornar a situação ainda menos atraente, os alimentos mais
consumidos são óleo, açúcar e macarrão. É claro que dependendo do nível sócio-econômico, encontramos algumas
variações, mais nada que deixe o panorama realmente melhor.
Seria necessário , em termos nacionais, aumentar em 4 vezes a variedade de frutas e verduras consumidas hoje
pelos brasileiros para diminuir as mortes por doenças crônicas e degenerativas, como a diabetes e o câncer, que
têm na alimentação o seu principal risco. Portanto, o nosso povo não morre só de fome, mas de má nutrição e de
comida em excesso, nociva para o corpo e para o meio ambiente.

Alimento e entendimento

Há uma relação estreita entre o estado atual de enfermidade da Terra e o de nossos corpos. A saúde de ambos
depende de uma mudança de paradigma: ao invés de nos colocarmos sobre e contra todas as coisas, precisamos estar
com elas, como nos sugere a permacultura.
A alimentação é uma metáfora da nossa relação com tudo quanto existe. Alimentarmo-nos com uma nutrição vital
é indispensável para o regate da dignidade da Terra e da nossa ecologia interior.
Se recuperarmos a compreensão dos ritmos naturais para produzir nossos alimentos, estaremos oferecendo apoio
à Terra e teremos uma expectativa do que ela nos retornará. Quanto aos nossos corpos, o respeito aos ciclos da
natureza exterior e interior fará com que a alimentação seja variada e adequada a cada época do ano, a cada fase
da vida. O alimento adaptado às nossas necessidades e às do planeta tem o poder de promover s saúde e, em muitos
casos, de recuperá-la. Tudo depende de uma atitude atenta e cuidadosa.
Agora entramos no outono e, então, é hora de fortalecer nosso organismo para que o trabalho de recolhimento
que terá o seu auge no inverno se processe da melhor forma- mesmo não sendo os nossos invernos tão rigorosos
quanto os das zonas temperadas, o movimento básico de expansão e contração está sempre presente. No outono,
devemos ficar dentro de casa, chamar os amigos, fazer um círculo, conversar, degustar sabores cada vez mais
pronunciados, concentrados. As raízes, as sopas, os cozidos são ideais para a estação. Devemos cozinhá-los
lentamente, em fogo baixo, para que o alimento revele sua força e para que aprendamos a importância da calma e da
atenção.
Quanto mais profundo o conhecimento e a relação de um povo com as formas de produção ecológica, preparação e
consumo adequados do alimento, maior o papel que terá a nutrição como elemento preservador da vida. Tudo isso pode
nos tornar sábios.

* Elisabetta Recine é nutricionista, brasileira e reside atualmente em Montevidéu, Uruguai.
erecine@adinet.com.uy


Outono, estação das frutas

A dinâmica universal de expansão e contração está presente nas estação do ano. Enquanto primavera e verão
fazem crescer e expandir, outono e inverno fazem encolher e secar.
Segundo Sônia Hisch, querida leitora dessa revista, o outono representa perdas e transformações." surge um
desejo de recolhimento, e a capacidade de realização do ser humano se exprime na tranqüilidade, a paz."
No outono, que vai de 21 de março a 20 de junho, deve-se aproveitar as delícias das frutas e as saladas
fresquinhas.



Frutas

Abacate . Banana . Caqui . Goiaba . Laranja . Limão . Maçã . Mamão . Maracujá . Pêra

Hortaliças

Abóbora . Berinjela . Chuchu . Inhame . Jiló . Mandioca . Milho verde . Pepino . Quiabo


Matéria retirada da revista " Permacultura Brasil - Soluções ecológicas" Ano VI . Número 14 de março de 2004
páginas 22 e 23 secção Alimento.
transcrita por Eugenio Bianchini da Paixão

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Galináceos na sede da Taipal

Faz algum tempo abrigamos no terreno da sede seis galináceos: um galo carijó, um galinho branco, um galo adolescente vermelho, uma galinhola preta, uma galinha preta e uma galinha multicor. O galo carijó é típico, canta forte em certas horas, e ataca a gente desprevenida. O galo branco está em treinamento, e canta sem esganiçar, embora o canto seja mais curto que a média. O galo vermelho cantou uma vez só, e prefere perseguir as galinhas.

O galo branco e vermelho às vezes brigam entre si. Os três galos coexistem sem agressividade, o que nos surpreende bastante.
A galinha preta põe um ovo cor de tijolo todo dia no fundo do mictório à la joão-de-barro. A galinhola também botava ovos acinzentados pequenos, mas ultimamente está escondendo-os num lugar secreto, o que nos faz suspeitar que está choca.

A galinha multicor ficou choca faz um mês, fez um ninho em lugar desconhecido e faz dois dias apareceu, toda feliz, com uma ninhada de oito (!) pintos, seis pretos, dois amarelos e um multicor (herdeiro das cores?).
E assim prossegue a vida dos galináceos da Taipal. Todos eles vivem ciscando em toda a área e portanto são autênticos galináceos caipiras.




terça-feira, 26 de julho de 2011

Curso de Manejo e Aproveitamento Sustentável do Bambu

Nos dias 22, 23 e 24 de julho realizamos esse curso, que sonhávamos em fazer desde 2009. Foi o primeiro evento dessa natureza que conseguimos conduzir desde a construção da sede do IPD Taipal. Aprendemos uma porção de coisas colaterais antes e durante o evento. Trinta pessoas constam da lista de participantes preparada pela Michele Dall´Oglio. Gayo nos apresentou idéias, fatos e imagens que descrevem as motivações de sua Takuara Rendá no Paraguai e suas atividades de seus
últimos 12 anos, e que transmitiram aos participantes uma base sócio-política para canalizar nosso tempo e energia neste mundo diversificado. Visitamos uma touceira de Dendrocalamus e um campo de Phyllostachys Aurea. Construímos uma estrutura de vigas recíprocas para cobertura feita de 42 vigas de Tuldoides de 1,30 m de comprimento, resultando numa cobertura de 5,50 de diâmetro. Vários participantes aprenderam a dar o nó de Milcíades, que permite amarrar com firmeza varas de bambu com fios de poliamida, substituindo com vantagem pregos e parafusos. Vimos como se faz a cisão com segurança das raízes para preparar mudas de Guadua Chacoensis. Os participantes tomaram conhecimento das instalações da Taipal: o bason (banheiro seco), o urinol no estilo joão-de-barro, a edificação com teto vivo sustentado por bambu, o depósito de bambu feito inteiramente de Phyllostachys, duas cisternas de ferro-cimento para água, a bomba-carneiro de plástico, a escada de 3 m com 3 kg de peso, e uma porção de luminárias com diodos emissores de luz (DELs). O próprio Gayo decidiu iluminar Takuara Rendá com DELs, e planeja utilizar o projeto publicado no ipdtaipal.blogspot.com.
Durante o curso, houve sugestões de novos cursos específicos, tais como fazer a escada e luminárias a DELs. Fiquem de olho que anunciaremos neste blog cursos de um dia para tais assuntos.

Algumas pessoas fizeram críticas ao modo em que Guillermo Gayo conduziu o curso. Disseram que não foi cumprido o objetivo do cartaz de construir a cozinha comunitária com bambu, e que os honorários do homem foram muito altos para o pouco que foi transmitido de conhecimento. O Artur de Oliveira Silva (Jundiaí, SP) sugeriu até que deveria ter exigido a devolução do dinheiro, metade de um salário mínimo, porque tinha sido enganado.

Esses críticos não entenderam o valor do que Guillermo transmitiu. Ele respondeu magistralmente, que a construção com bambu serve para a vida das pessoas e do planeta, não apenas um hobby de fim de semana. Que cada um sobrevivesse condignamente com estruturas simples de bambu, às quais iria acrescentando melhorias, conforme a necessidade, utilizando materiais que se tornassem disponíveis no tempo, mesmo que não houvesse dinheiro. Em oposição, as dependências de um banco são estéreis e fúteis. De fato, é difícil pensar num banco instalado numa edificação de bambu; talvez jamais tal acontecerá, porque os bancos estão em vias de extinção, haja vista a expansão do bitcoin que ora ocorre no mundo. As pessoas que esperavam que se seguisse um cronograma rígido de construção da cozinha comunitária sem as várias lições de sabedoria que ocorreram durante o curso, poderiam apenas inscrever-se nos nossos mutirões de fim de semana que regularmente convocamos. Esses mutirões não têm a profundidade de uma aula inspiradora de uma pessoa do porte de Guillermo Gayo, que teve que viajar 3.000 quilometros Paraguai-Brasil-Paraguai. A aula dele nos transporta para uma esfera que transcende o cotidiano, inspira criatividade e até mesmo transmite conhecimentos práticos.
Conhecimento se adquire de variadas fontes--livros, internet e pessoas com conhecimentos limitados--sabedoria, por sua vez, não é possível ensinar, cada um tem que adquirir a sua, catalizada por mestres como Guillermo. Os que não entenderam isso, desperdiçaram o seu dinheiro, mas não merecem que lhes seja devolvido o dinheiro, porque estão recebendo essa lição importante; aliás, deveriam ter pagado mais, pela oportunidade rara de aprender uma lição de vida. Se não estavam à altura de entender, então permanecerão na mediocridade um pouco mais, ou para o resto da vida, dependendo da sua capacidade de perceber. Os demais participantes estabeleceram conexões duradouras e adquiriram sabedoria, que é a única riqueza que compensa acumular; se estes pudessem, teriam pagado mais, sem sentir perda.
Aquela situação é comparável à de Jesus Cristo no sermão da montanha. Os que entenderam as parábolas de Cristo ficaram satisfeitos e não se importaram com a fome e a fadiga do longo tempo empregado em ouvir; ficaram embevecidos. O homem rico, entretanto, saiu decepcionado porque Cristo lhe disse para abandonar todos os seus bens materiais e seguir-lhe as idéias. O homem rico continuou a viver infeliz e ignorante no meio da esterilidade de suas posses.



Este evento não teria tido este sucesso se não fosse a colaboração das seguintes pessoas e entidades:
  • Águas Klarina
  • ETEC Piedade
  • Verduras Prestes
  • João de Alípio
  • Apiário Céu Azul
  • Vários associados da Taipal
  • Diva, dona da casa que alojou os participantes
  • Márcio Sakaguchi, fornecedor de bambus Dendrocalamus e Mossô
  • Fornecedor de bambus Tuldoides e Mossô (perto dos silos de cereais)
  • Fornecedor de bambus Phyllostachys Aurea (sítio São Benedito)
Perdoem-nos aqueles que esquecemos de mencionar.


sábado, 25 de junho de 2011

CURSO DE APLICAÇÃO E MANEJO SUSTENTÁVEL DO BAMBU


Dias 22,23 e 24 de julho de 2011

LOCAL: IPD TAIPAL, Bairro dos Ortizes (loteamento Alpes de Piedade) município de Piedade, estado de São Paulo, Brasil.

Instrutores

Bio-arquiteto Guillermo Gayo Coordenador da Fundação Takuara Rendá (Oficina-Escola de tecnologia apropriada para o aproveitamento sustentável do Bambu e centro de referência em Permacultura, Cerro Roque – Sapukai – Paraguai) e a equipe de bio-construtores do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Taipal. Gayo é mundialmente conhecido na área de eco-construção e manejo do bambu.

Conteúdo do Curso

  • Escolha do colmo adequado e colheita de bambu no período apropriado;

  • Métodos para preservação do bambu: orgânica, química, fogo, água;

  • Viveiragem (multiplicação de mudas de bambu);

  • Construção, em mutirão, da cozinha comunitária do IPD Taipal, toda em bambu, de formato hexagonal, em estilo palafita. Serão praticadas técnicas de união, encaixes, fixação, amarração (nó de Milcíades) , estruturas (laje, piso, forro, vigas, colunas, fechamentos e coberturas).

Como chegar ao IPD Taipal:

http://ipdtaipal.blogspot.com/p/como-chegar.html

Os participantes devem se apresentar no IPD TAIPAL com antecedência suficiente para estar presente na abertura às 8:00 da manhã do dia 22 de julho de 2011.;

O alojamento será em um sítio próximo do IPD Taipal que foi alugado e servirá de hospedagem para os participantes do curso. Caso o participante queira se hospedar por conta própria, entrar em contato com o Departamento de Turismo de Piedade no link http://www.piedade.sp.gov.br/capa.asp?IDPagina=639

Serviremos 4 refeições: café da manhã, almoço, café da tarde e Jantar nos dias 22, 23 e 24.

É necessário trazer, lençol, cobertor e travesseiro.

Recomendamos trazer repelente, roupas de frio, lanterna, chinelo, toalha, itens de higiene pessoal e calçados para trilha.

O curso custa R$ 280,00 por pessoa.


Para garantir sua vaga você deve preencher a ficha de inscrição, pagar 50 % do valor do curso (R$ 140,00) até o dia 16 de julho. Efetuar o depósito na conta Banco do Brasil 6630-3 Conta Poupança 13.641-7 Variação 01 (Eugênio Bianchini da Paixão). Atentar à variação 01! A segunda metade será paga no dia 22 de julho.

Ficha de inscrição:http://ipdtaipal.blogspot.com/p/ficha-de-inscricao.html

Após isto remeter comprovante de depósito e ficha de inscrição para o e-mail ipdtaipal@gmail.com


Associados do IPD TAIPAL têm desconto de 30 %.


Curso das 8:00 as 17:00 h os três dias
Carga horária 20 horas com certificado
O participante recebera um DVD com fotos do curso e apostilas sobre bambu.


sábado, 11 de junho de 2011

Primeiros Tijolos ecológicos da Taipal.

Dia 11 de junho de 2011, sábado, ficará na nossa história, porque foi quando colocamos nossa máquina de fazer tijolos de solo-cimento em funcionamento. Foi uma tarefa difícil, porque, por uma razão desconhecida, essa máquina tinha sido montada incorretamente, e não tínhamos um manual para consultar. Foi necessária a perícia de Ednilson A. de Oliveira e Eugênio B. da Paixão e um dispêndio de tempo e energia para desmontar, montar e alinhar.
Nas 3 primeiras fotos aparece o Ednilson ativando a alavanca para prensar três tijolos experimentais.


O material foi preparado na proporção de 8 partes de argila peneirada por 1 parte de cimento, e uma quantidade de água suficiente para umedecer a mistura sem encharcar. Essa mistura é chamada de solo-cimento. Cada tijolo tem o volume aproximado de 2,2 litros.
Na quarta foto tem-se uma visão dos três tijolos quando estavam sendo empurrados para cima para desenformar.

Depois de 3 dias de secagem à sombra, os primeiros tijolos estão bem resistentes e prontos para construir.











Na última foto vemos os tijolos acabados de desenformar. A alavanca fica na horizontal para isso.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Colheita de bambus em maio de 2011

Mais um dia de mutirão no IPDTAIPAL. No dia 27 (quarto dia da minguante) de maio, uma sexta-feira, 7 horas da manhã, na sede do instituto de pesquisas TAIPAL, Eugênio Bianchini da Paixão, Mario Miyojim, Oswaldo Rolim da Silva Junior, Rodrigo Cezar Medeiros Gatto, Sr. Xixo e Ednilson Antonio de Oliveira, estavam presentes para a colheita de bambus. Esses bambus servirão para a construção da nossa cozinha comunitária e do nosso palco para a realização de atividades como reuniões, palestras, cursos de formação, recepção de convidados etc.
Saímos em dois carros para o sítio de propriedade de João Fiusa, doador dos bambus. Ali perto da sede há um bambuzal de Phyllostachys Aurea. Com uns seis ou sete baldes cheios de tanino, fomos rumo ao bambuzal.










O tanino é um polifenol de origem vegetal. A técnica de preservação orgânica do bambu com tanino foi aprendida por Eugênio em curso com o Guilhermo Gayo, dirigente do Takuara Rendá no Paraguai, centro de estudos sobre o bambu (www.takuararenda.org.) Gayo aprendeu essa técnica dos índios do Paraguai. Para produzir o tanino utilizamos cascas e folhas de aroeira pimenteira e cozinhamos com água. Ele inibe o ataque às plantas por herbívoros vertebrados ou invertebrados, como o caruncho (diminuição da palatabilidade, dificuldades na digestão, produção de compostos tóxicos a partir da hidrólise dos taninos) e também por microorganismos patogênicos tais como os fungos (Wikipédia).










O tratamento da vara de bambu após sua coleta é de grande importância para garantir sua durabilidade e para manter afastados insetos e fungos. Essa técnica, ensinada pelo mestre Gayo, chama-se substituição de seiva, em que os bambus são cortados e imediatamente colocados em recipientes com tanino; o colmo de bambu continua fazendo a evapotranspiração (fotossíntese), levando o tanino até o topo do bambu.



Colhemos no dia 57 varas de bambu: 20 do mossô e 37 do tuldoides. As varas ficarão de molho por uns 20 dias ou um mês.
Recolhemos ainda 60 varas de Phyllostachys Aurea em outro sítio. A atividade durou até meio-dia.

Aqui no blog você pode ver algumas fotos do dia da colheita, dos baldes cheios de tanino e adquirir mais informações para a bioconstrução.













Fotos acima, demonstração da maneira correta de cortar colmos de bambu. Evite o "efeito copo", corte acima do entrenó para não apodrecer a base, que por sua vez afasta doenças e fungos na touceira.
Observem a espessura da parede do bambu Tuldoides.


IPD TAIPAL