segunda-feira, 9 de maio de 2011

A Cera de Abelha Revoluciona o Revestimento das Construções

A água da nossa fonte tinha-se interrompido após uma chuva. Eugênio e Mario percorreram os cerca de 100 metros de mangueira até a boca da mina, mas não acharam o ponto de interrupção da vazão. No caminho de volta, bem perto da cisterna que é o tanque primário da nossa bomba-carneiro, encontramos um estrangulamento da mangueira; corrigimo-la com talas de bambu e alguns nós-de-Milcíades. Aí o Eugênio verificou que uns esquilos tinham se aninhado na cobertura da cisterna. Removemos a tampa, esvaziamos a cisterna e, enquanto removíamos a areia acumulada no fundo, discutimos o que seria necessário para evitar que a areia do concreto da parede interna continuasse a separar-se; ao fazê-lo aumentava a porosidade da parede e a possibilidade de vazamentos. Tivemos uma epifania. Uma camada uniforme de cera de abelha seria capaz de impermeabilizar a parede e uniformizar a superfície. Mas a chama do maçarico poderia causar o escorrimento da cera, por causa da verticalidade da superfície. Resolvemos então experimentar, o método científico de desenvolvimento. Percebemos que não é necessária muita habilidade para amolecer a cera, fazê-la aderir à superfície vertical, e logo depois liqüefazê-la com o maçarico para produzir uma fina camada protetora.
Na foto pode-se observar as gotículas de água que demonstram a impermeabilidade da superfície de ferro-cimento da nossa cisterna primária. No tato, sentimos lisura e uniformidade, enquanto a parte não revestida é áspera e irregular.
Esta experiência abre uma larga porta para o uso da cera de abelha como um revestimento duradouro para qualquer tanque, construção, etc. que se possa imaginar. A cera de abelha, sendo um produto natural atóxico, com superfície lisa e homogênea, dá ao ambiente um acabamento agradável, duradouro, impermeável à água. E seu maior valor é o de não ser um derivado de petróleo, e que continuará a ser fabricado pelas abelhas enquanto elas existirem.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Visita à Esc.Nac.Florestan Fernandes 30abril2011

Visitantes: Eugênio Bianchini da Paixão, Mario Miyojim, Oswaldo Rolim da Silva Jr., Ricardo Pereira da Silva e Rosaura Escanhoela. Houve um atraso na programação, porque o ônibus de São Paulo teve defeito. O pensador José Arbex Jr. iniciou logo sua palestra no auditório. O tema que ele abordou foi relevante. Disse ele que os eventos no Oriente Médio envolvendo Israel, EUA, os países árabes, a Turquia etc. introduzem mudanças estruturais na sociedade planetária. As ações capitalistas desde fins do século XIX até agora induziram um processo de barbárie. Resultados desse processo são a tremenda dessensibilização das pessoas ao sofrimento dos pobres e miseráveis, que são conseqüências do comportamento de uma ampla parcela da população, que permitiu transformar o alimento em mercadoria, conforme o desejo da burguesia. Hoje temos 1,4 bilhão de famintos, quando a quantidade de calorias disponíveis por habitante é maior do que 60 anos atrás. Os famintos não têm dinheiro para comprar comida. Este é o moderno meio de genocídio.
Arbex encorajou a todos para contribuírem à manutenção da ENFF, que é um caminho para frear e neutralizar o processo de barbarização que ocorre rapidamente, enquanto nós o debatemos, e a maioria vê televisão.

Aproveito a oportunidade para incentivar os associados do IPD Taipal a se conscientizarem da gravidade da situação, e a ajudarem a ENFF a desenvolver-se. Estamos tomando providências para que a Taipal abrigue um segmento da ENFF em sua sede para levar conhecimento e meios dignos de sobrevivência e inclusão no seio da sociedade aos seres humanos que moram nas suas vizinhanças. Atividade intensa nesta direção produzirá efeitos duradouros na sociedade e em nosso bem-estar individual e coletivo. Nossa recompensa visível será o reconhecimento e o respeito da comunidade beneficiária dos nossos esforços.

Coragem, companheiros, esta é a maneira de fazer uma revolução sem violência. Que a revolução comece aqui, na pequenina Piedade.