terça-feira, 27 de abril de 2010

Projeto – Ecomapeamento e Diagnóstico do Ribeirão dos Ortizes- Piedade SP.

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Taipal, iniciou no dia 10 de abril no bairro dos Ortizes municipio de Piedade SP a primeira etapa do mapeamento ambiental do ribeirão , importante afluente do rio Pirapora, cujo objeitvo é localizar nascentes, afluentes, probelmas ambientais e analizar em diversos pontos a qualidade de suas águas.


Equipe: Felipe ( dalua) Rodrigo (zutta) Eugenio Valdir (em pé) João Pedro e Márcio
Nessa Primeira Fase foram percorridos 1 km do ribeirão a partir da sede da Taipal, sendo coletadas 13 amostras de água que serão analisadas e detectados problemas ambientais como erosão próximo as margens, assoremento do leito em grande parte do trajeto, mata ciliar comprometida com varias árvores de grande porte caídas e uma enorme quantia de lixo lá depositados. Tudo pontuado em GPS e registrado com fotos pela equipe de voluntários da TAIPAL




Haverá mais duas etapas deste mapeamento, totalizando um percurso de 3,5 km, que resultará em um diagnostico onde o instituto TAIPAL irá propor soluções junto aos moradores, empresários, agricultores e o poder público afim de garantir a "saúde" do ribeirão. Algumas soluções estão sendo praticadas e estudadas na sede do IPD TAIPAL, são elas:
  • Canal de inflitração e bacia de captação e contenção de águas que vem das estradas;
  • Banheiro compostável (não contamina a água);
  • Tratamento biológico das águas servidas (águas das pias e chuveiros);
  • Bombeamento de água com carneiro hidráulico ( baixo impacto ambiental e econômico, não usa energia elétrica, pode ser uma solução para a irrigação indireta menos impactante);
  • Armazenamento de águas em tanques de ferro cimento, baixo custo;
  • Construções ecologicas, menor impacto ao ambiente.
Projeto piloto quer mostrar a importância das microbacias nas comunidades locais havendo no futuro a possibilidade em se fazer um mapeamento sócio cultural, podendo também ser aplicado em outros locais do munícipio.

Para maiores informações e interesse de novos voluntários, entre em contato pelo telefone (15) 9118-9821 - Eugênio ou (15) 8118-3706 Mário ou no e-mail bioarquitetura@terra.com.br ou miyojim@gamil.com

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Dia Mundial da Terra!

O Dia da Terra foi criado em 1970 quando o Senador norte-americano Gaylord Nelson convocou o primeiro protesto nacionalcontra a poluição. É festejado em 22 de abril e a partir de 1990, outros países passaram a celebrar a data.

Sabe-se que a Terra tem em torno de 4,5 bilhões de anos e existem várias teorias para o “nascimento” do planeta. A Terra é o terceiro planeta do Sistema Solar, tendo a Lua como seu único satélite natural. A Terra tem 510,3 milhões de km2 de área total, sendo que aproximadamente 97% é composto por água (1,59 bilhões de km3). A quantidade de água salgada é 30 vezes a de água doce, e 50% da água doce do planeta está situada no subsolo.

A atmosfera terrestre vai até cerca de 1.000 km de altura, sendo composta basicamente de nitrogênio, oxigênio, argônio e outros gases.

Há 400 milhões de anos a Pangéia reunia todas as terras num único continente. Com o movimento lento das placas tectônicas (blocos em que a crosta terrestre está dividida), 225 milhões de anos atrás a Pangéia partiu-se no sentido leste-oeste, formando a Laurásia ao norte e Godwana ao sul e somente há 60 milhões de anos a Terra assumiu a conformação e posição atual dos continentes.

O relevo da Terra é influenciado pela ação de vários agentes (vulcanismo), abalos sísmicos, ventos, chuvas, marés, ação do homem) que são responsáveis pela sua formação, desgaste e modelagem. O ponto mais alto da Terra é o Everest no Nepal/ China com aproximadamente 8.848 metros acima do nível do mar. A Terra já passou por pelo menos 3 grandes períodos glaciais e outros pequenos.

A reconstituição da vida na Terra foi conseguida através de fósseis, os mais antigos que conhecemos datam de 3,5 bilhões de anos e constituem em diversos tipos de pequenas células, relativamente simples. As primeiras etapas da evolução da vida ocorreram em uma atmosfera anaeróbia (sem oxigênio).

As teorias da origem da vida na Terra, são muitas, mas algumas evidências não podem ser esquecidas. As moléculas primitivas, encontradas na atmosfera, compõe aproximadamente 98% da matéria encontrada nos organismos de hoje. O gás oxigênio só foi formado depois que os organismos fotossintetizantes começaram suas atividades. As moléculas primitivas se agregam para formar moléculas mais complexas.

A evidência disso é que as mitocôndrias celulares possuam DNA próprio. Cada estrutura era capaz de se satisfazer suas necessidades energéticas, utilizando compostos disponíveis. Com este aumento de complexidade, elas adquiriram capacidade de crescer, de se reproduzir e de passar suas características para as gerações subseqüentes.

A população humana atual da Terra é de aproximadamente 6 bilhões de pessoas e a expectativa de vida é em média de 65 anos.

Para mantermos o equlíbrio do planeta é preciso consciência dessa importância, a começar pelas crianças. Não se pode acabar com os recursos naturais, essenciais para a vida humana, pois não haverá como repô-los. O pensamento deve ser global, mas a ação local.

Fonte:http://www.ambientebrasil.com.br

terça-feira, 30 de março de 2010

Bio - Arquitetura.

Matéria extraída do http://www.guiaondemorar.com.br/
Bio-arquitetura na prática
É possível projetar e construir uma casa sustentável com qualidade e custo semelhante ao do mercado, garantem especialista

Estima-se que metade dos recursos naturais consumidos pela sociedade são utilizados pela construção civil. E que 80% da energia gasta na produção de um edifico é consumida na produção (queima) e transporte de materiais. Os dados internacionais reunidos em pesquisa científica, realizada pelo engenheiro Vanderley M. Jonh, nos dão um panorama do impacto negativo do modelo atual de construção.

Na contramão de tudo isso, surge a bio-arquitetura, que respeita o bem-estar das pessoas e do meio-ambiente. A fórmula mágica é simples: construir o mais naturalmente possível, sem agredir o ecossistema, utilizando materiais que são abundantes na região e mão-de-obra local, é o que explica Eugênio Biancchini da Paixão, bio-arquiteto especialista em eco-construção.

Eugênio Paixão e Rodrigo Gatto são fundadores da ONG Taipal, que pesquisa e desenvolve alternativas sustentáveis de construção. “Aqui é nosso laboratório”, conta Eugênio. A sede do instituto fica em Piedade, interior de São Paulo, e sua edificação serviu como um grande projeto experimental.

Foto de Divulgação:
O teto da sede da Ong Taipal é feito de grama e tem estrutura de bambu

Métodos sustentáveis de construção

A estrutura da sede do instituto é feita de tijolos de demolição assentados com barro, o piso também é de barro e possui uma camada de cera de abelha para impermeabilização, o telhado é feito de grama com estrutura de bambu, o banheiro é seco, e usa-se sistema de captação e reutilização da água da chuva e energia solar.

Foram aplicados também materiais reutilizáveis, tinta ecológica e a menor quantidade possível de cimento, minério que requer alto gasto de energia para ser extraído da natureza. “Isso tudo são eco-técnicas, que não provocam a extinção dos recursos e não contaminam solo, ar e o meio-ambiente em geral”, explica Rodrigo Gatto, eco-designer.

O barro e o bambu foram bastante explorados por serem abundantes na região. Muita mão-de-obra local foi necessária para levantar cada tijolo, já que na eco-construção a lógica é inversa: é preciso mais pessoas e menos máquinas.
Foto de divulgação:
Piso de barro e bambu, coberto com cera de abelha

Mas toda essa estrutura é resistente o suficiente? “Com certeza”, garante Eugênio. Segundo ele, o bambu, que é um dos materiais mais utilizados e funcionais dentro da bio-arquitetura, além de ser de fácil manejo, possui durabilidade semelhante a da madeira. Como ele é mais mole, é necessário apenas um suporte, como o concreto.

Eco-técnicas chegam a projetos de alto padrão

A bio-arquitetura ainda é vista como um modelo artesanal no Brasil, o que já foi superado em diversos países do exterior. Para os que ainda duvidam da possibilidade de ter uma casa sustentável em meio à cidade grande, o projeto do arquiteto Beto Cauby faz o tira teima.

Foto divulgação:
Projeto de casa sustentável assinado por Beto Cauby

A pedido da proprietária, ele construiu uma casa de alto padrão em um condomínio em Sorocaba apenas com eco-técnicas. “A ocupação do terreno já foi pensada de maneira a utilizar todos os recursos disponíveis no local, e não tirar e nem colocar terra”, conta Beto Cauby.

Na parte inferior da casa, garagem e piscina foram integradas de uma forma que a parede de um seja a mesma do outro. “A intenção era diminuir a quantidade de materiais, que é o primeiro ‘r’ da sustentabilidade, a redução”, explica.

O telhado foi feito com chapa de maderite de eucalipto de reflorestamento e telha de fibra ecológica, os tijolos da parte interna da casa são de licença de jazida, e os das paredes externa são de demolição, deixando à vista o charme típico do acabamento do material. Toda a madeira da obra, desde a estrutura à mobília são de madeiras certificadas. Na cozinha, o MDF foi a solução escolhida.
Foto divulgação:

O deck da casa foi feito de madeira certificada


A casa possui ainda sistema de captação de água da chuva para as torneiras da garagem e vasos sanitários. A água servida passa por uma filtragem de fossa e é devolvida para o subterrâneo do gramado a 60 cm do chão, em um processo de irrigação direta.

Para a iluminação, foram escolhidos os sensores relés, que economizam 30% de cobre, e lâmpadas LED. Todo o projeto foi pensado para que não seja necessário utilizar iluminação artificial de dia. Assim, grandes aberturas de vidro voltadas para a nascente foram colocadas nos cinco dormitórios com sacada e no living, complementando o estilo tropical da casa.

O bambu da ONG Taipal do Eugênio e do Rodrigo foi usado no forro do banheiro, na cobertura do deck e nas pérgulas. Na decoração, porcelanatos com brilho foram evitados por possuir chumbo, e foi a pintura à cal (não acrílica e não sintética) que deu o acabamento final às paredes.

Para finalizar, uma importante coleta seletiva foi feita durante todo o processo de edificação, impedindo o acúmulo de lixo frequente na construção civil tradicional.

Dificuldades e custo da obra

A principal dificuldade econtrada pelo arquiteto foi a compra de materiais sustentáveis. “O tubo pet da piscina, por exemplo, não está ainda adequado às conexões, que hoje em dia só existem de pvc. Tive que voltar ao produto padrão para garantir a qualidade da obra”, afirma Beto. Outro problema foi o sistema de ar-condicionado, que teria que ser importado do Japão, três vezes mais caro.

“É necessário instigar uma luta entre indústria e fornecedores para que esses produtos estejam disponíveis”, avalia Beto. A boa notícia é que, segundo ele, em quatro anos de obra foi possível perceber um crescimento do mercado de produtos ecologicamente corretos.

O preço também é outro problema recorrente. Com pouca demanda, os produtos sustentáveis, no geral, sempre foram mais caros. Mas ao que parece, isso já está se modificando. O custo da obra projetada por Beto foi semelhante ao de uma construção tradicional. “Já é possível construir sustentavelmente dentro do preço do mercado”, conclui.

O próximo passo, para Eugênio, é provocar e sensibilizar toda uma cadeia produtiva. “A nossa ação é despertar pessoas e empresas, além de capacitar produtores a fazer o manejo sustentável dos materiais e mapeá-los, para facilitar a comunicação”, explica.

Foto principal: Divulgação/Projeto Beto Cauby


Data de publicação: 25/03/2010 00:00:00